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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

#6 LETTER TO A STRANGER

Não vejo melhor pessoa para dedicar esta carta.
Eras tudo e agora és uma estranha para mim.
Não vou dizer que tudo foi mau, que tudo é mau e que já não me lembro de ti, nem que não tenho saudades tuas .. Porque tenho (imensas), eras das pessoas mais importantes para mim e saíste da minha vida, pura e simplesmente porque quiseste. Não fui eu que me afastei, nem sequer te afastei, foste tu.. E por uma razão que demonstrou que apesar de tantos anos, ainda não me conheces. (E agora, é provável, que nunca venhas a conhecer).
Não vou dizer que tudo foi mentira, porque muito do que está guardado comigo é totalmente verdade .. Ou pelo menos, é demasiado para que possa ser uma invenção. Mas é tudo uma desilusão, foste uma desilusão, a maior que tive até hoje. Nunca pensei que fizesses o que fizeste, mas apesar de tudo, já aprendi e não caiu no mesmo erro. Pelo menos tirei algo de bom da nossa relação de sete anos: o tempo não é tudo, podemos ser tudo num dia e no outro já não somos nada. Obrigada, fizeste-me abrir os olhos. Já não confio nas pessoas tão facilmente como antes, porque realmente não sabemos como é o futuro, mas o que tu me fizeste, mais ninguém faz.

Custa-me recordar tudo o que passámos e saber que já nada volta a ser como dantes, porque tu eras a única pessoa a quem contava tudo, com quem eu fazia as coisas mais parvas, mas também quem me ajudava mais. Custa-me recordar tudo, mas faço-o com um sorriso, sabes porque ? Por causa da frase que um dia me disseste: “O passado conta muito e sabes porque? Porque ele fazia tudo de novo por ti!” – era só mudar o ele para eu. Eu fazia tudo de novo por ti, mesmo sabendo que não tinha essa obrigação. Mas tu não queres, portanto resta-me aceitar. Nunca vou esquecer nada !

Mas depois da última semana, para mim morreste. Já fiz o luto e enterrei-te no fundo do meu coração. Agora, restam as recordações ♥

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